A ansiedade não precisa ser uma doença para sempre.

Lendo o livro "O Poder do Agora" a gente percebe uma forma meio fantástica e quase inatingível, mas se dá conta de algumas coisas sobre a ansiedade que vão contra muito do que aprendemos e fazem sentido, uma descoberta quase inacreditável que vivemos em função de um futuro que não existe.
A primeira compreensão é que não faz mais sentido rotular a ansiedade como um transtorno de humor para todos os contextos.
Há pessoas que convivem há tantos anos, por tanto tempo e com tal intimidade com a ansiedade, que podemos entender como se o "ser-estar" ansioso fosse um traço da personalidade daquela pessoa. Principalmente se a percepção sobre a ansiedade for crônica.
Outro ponto é que em muitos, mas muitos mesmos, casos não há invalidez, a pessoa consegue produzir e se adaptar 'muito bem' com a ansiedade...
Os comportamentalistas talvez não concordem, mas será que o estímulo para essa adaptação não é uma escolha em aceitar a própria condição?
Talvez a angústia exista porque a nomenclatura nos moldes atuais (CID, DSM...) sugere que a pessoa não "é normal".
Quer angústia maior do que essa? Talvez seja uma bobagem, mas ouvir: "não há nada de errado contigo" pode ser transformador.
Pelo menos para algumas experiências na vida é com certeza.
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