Encarar a verdade, com força por dentro e limites bem definidos.

Se você não se fortalecer por dentro, acredite, qualquer coisa pelo seu caminho vai abalar a sua estrutura. Não permita, busque a sua força. A sua força deve estar na certeza de quem você é, nos seus valores e nos seus princípios. Se você reconhece a sua força, nada te derruba. Se você não deixar os seus limites bem claros, qualquer um pode chegar e ultrapassar. Não deixe que bondade se confunda com desrespeito. Quando você não impõe um limite claro, as pessoas não vão respeitar a sua vontade. É nesse momento que o respeito se torna fundamental. Se você não busca conhecer a si mesmo, você segue a cabeça dos outros sem nem perceber. E no final, ainda vai reclamar da vida. O ponto é chamar a responsabilidade para si mesmo, é aceitar que se você não sabe quem é, qualquer caminho serve e qualquer destino também. Se você finge que o problema não existe, você cria dois problemas. Você aumenta o problema. Veja que a solução é parar de ignorar os fatos. Quando a rea...


Respeito, consideração e amor ao próximo sem exceção.


A história da humanidade está marcada pelo preconceito. 

É algo quase estrutural em nossa sociedade desde a mais inocente piada ao assassinato dito ao longo desse texto. 

É algo tão impregnado que se justifica pelas estatísticas: morte diária de LGBT, mulheres e negros que ganham menos no mercado de trabalho e por aí vai. 

O racismo deixou uma vítima recentemente aqui no Brasil, o João Alberto Silveira Freitas, morto por espancamento em Porto Alegre, mais informações podem ser vistas numa rápida pesquisa pela internet.


Com notícias como essa fica claro que estamos longe de aceitar a diferença do outro de forma acolhedora e respeitosa. 

Há sempre um impeditivo ao respeito, muitas vezes justificada na religião, no medo do desconhecido e na "pseudo" intelectualidade, talvez a pior de todas justificativas. 

Humanos se empoderam de razões injustificáveis para se fazer dizer e então entramos num paradoxo quase (quase mesmo) infinito: se devemos respeitar e aceitar à todos os diferentes, isso incluí o preconceituoso? 

A resposta é óbvia: não.


Ao mesmo tempo que parece tão simples, isso se torna muito complexo para alguns: se o outro está se sentindo ofendido e eu não, a verdade desse outro deve se sobressair ao julgamento contextual. 

Ou seja, se o ato não me ofende e nem parece ofensor, mas alguém se ofende, esse ato precisa ser analisado pelo ponto de vista desse alguém ofendido para então se conceituar um preconceito. 

Usar da famosa empatia em outras palavras. 

Aqui geralmente surge o tal "mimimi" que muitos tradicionalistas saudosos de uma sociedade que nunca existiu (o tal do: "no meu tempo não era assim!"), insistem em promover.


É triste perceber que muitos negros se acostumaram de tal forma com o preconceito para sobreviver que até dá vergonha de ser branco e nada fazer a respeito. 

Precisamos falar sobre o tema, educar e promover inclusão. 

A inclusão começa com conhecimento, com o perguntar e aprender, desde a época da escravidão, segregação racial até a nossa construção linguística ("Judiar"; "Criado Mudo", "Pé Rapado", e por aí vai). 

O conhecimento elimina com duas das possibilidades citadas: a "pseudo" intelectualidade e o medo do desconhecido. 

Só restaria a religião, mas para isso não há saída, então oremos para que o Deus eleve os religiosos ao princípio da religiosidade: fé e amor ao próximo.

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