Rotular a criança, dificuldade de diagnóstico e a criança é imperfeita.

O ser humano praticamente se transforma ao longo da vida, certamente a criança que ele foi um dia e o adulto que ele é atualmente não são os mesmos e nem deveriam, se tudo deu certo.
Uma questão que ficou evidente nos últimos anos é sobre os transtornos psicológicos que a criança pode ter, como eles se apresentam e o que eles significam na vida da criança e família.
Sim, existem transtornos que acometem as crianças, como os transtornos de aprendizagem e atenção, e é importante saber e tratar adequadamente para garantir a saúde da criança.
Porém, existem dois pontos muito importantes que não são tão discutidos. O primeiro é sobre a dificuldade do diagnóstico e o segundo é sobre rotular um ser em desenvolvimento.
É uma tarefa dificílima promover um diagnóstico numa criança e esse nível de dificuldade cresce conforme a criança é mais jovem. É importante questionar o diagnosticador sobre a idade.
É muitíssimo delicado rotular uma criança, ela é uma esponja e absorve com facilidade todas as informações que têm acesso, mesmo que pareça que ela não está prestando atenção.
Quando a criança terá tempo para ser uma criança imperfeita, errante e descuidada? Parece que há uma necessidade de medicar, tratar, corrigir e endireitar algo que sempre foi natural.
É importante reparar e acompanhar o desenvolvimento, mas esse acompanhamento deve considerar a criança, o seu tempo, as suas necessidades e não somente o que a sociedade espera.
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