Superar o fim, dar a volta por cima e seguir em frente.

Como começar de novo depois da mágoa do relacionamento anterior, principalmente se houve uma traição ou uma fatalidade que nos marcou profundamente?
Como superar e não permitir que a solidão reine na nossa vida?
Como evitar que o novo relacionamento, quando enfim ele acontece, seja contaminado com toda a nossa insegurança?
Infelizmente não há uma resposta pronta para tudo isso e não há uma fórmula única para tudo, exceto a coragem.
Sim, coragem.
Coragem para enfrentar os próprios fantasmas e exorcizá-los, transformando em distantes lembranças tão somente.
Não é um exercício fácil, mas é muito necessário tanto por nós mesmos que estamos sentindo, quanto ao novo relacionamento, essa nova pessoa que está em nossa vida e não tem culpa de tudo o que já nos ocorreu.
Existem situações e contextos em que não dá para superar sem socorro de outra pessoa, então procurar ajuda especializada como a psicoterapia será necessário e isso não está errado.
Não é fraqueza reconhecer as próprias limitações e pedir ajuda, pelo contrário!
Isso é coragem.
Alguns bons exercícios são: Dar tempo ao tempo.
Dedicar o tempo necessário para se curar antes de tomar qualquer nova iniciativa. Permitir que a tristeza faça sua parte.
Ficar triste mesmo, chorar, sentir o que tiver que sentir até que seja suficiente; a gente sabe o quanto é necessário e suficiente.
Desistir de racionalizar. Parar de tentar entender, justificar, concretizar e aceitar que foi, não mais é, e não temos controle para mudar o passado.
Procurar a amizade para um bom suporte.
Falar em voz alta aquilo que só se pensou é mágico, pode acreditar!
Um bom amigo que possa dedicar algum tempo em nos ouvir mesmo que não diga nada é muito necessário.
São apenas dicas não há garantia de 100% de sucesso como nada na vida, mas pode ser um caminho para sair do ciclo vicioso em procurar a cura de um amor despedaçado com outro suposto amor.
Trazer alguém para nossa vida quando ainda não estamos prontos é um risco alto e precisa ser considerado.
Ficamos egocêntricos quando estamos magoados, só a nossa dor importa e isso é um problema grande porque ninguém (apesar de parecer uma máxima, é bem real) tem culpa dos nossos problemas; nós somos responsáveis pela nossa vida e mesmo que não pareça, a escolha e aceitação pela dor e mágoa é nossa, somente nossa.
E uma visão humanista, mas é o que precisamos acreditar.
Culpar terceiros retira o poder sobre a nossa própria vida e delega ao destino os próximos acontecimentos e isso não está certo.
Por fim dizer que é necessário perdoar: a nos mesmos, ao que ocorreu, ao cretino que nos machucou, ao Deus que parece não nos ouvir, à mandinga que não deu certo e ao que quer que seja.
Perdoar para que não seja mais uma carga à ser carregada.
Perdoar para liberar espaço no nosso coração, espaço esse que deve ser usado somente ao amor.
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