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Mostrando postagens de julho, 2021


Paixão, coisa de pele, prazer, vontade e nada além disso.

FIM DE PAPO O som da sua voz me disse para não ouvir Falou tão baixo que o grito suspirou Olho no olho, pouco precisa ser dito Almas conectadas e toda fala é contínua O som do seu coração fala para não sentir Gritou tão alto que o sussurro urrou Corpo no corpo, nada precisa ser dito O gozo se autoexplica e encerra esse poema.

Fingir que não sabia, não vai salvar a sua vida dos erros.

O que é pior: escolher o erro com sabedoria ou a ignorância das consequências?  Se escolher a sabedoria isso sugere falta de respeito sobre valores básicos, sobre si próprio e sobre os outros que podem sofrer consequências em conjunto. Se escolher a ignorância isso sugere estupidez e imbecilidade, talvez alguns possam chamar de ingenuidade, mas não parece crível.  Escolha e consequência são conceitos básicos, para muitos talvez não com esses nomes, talvez sejam tão inatos que estão um passo antes da linguagem assim como o medo.  São o sentido da vida: acertar as escolhas para sobreviver.  Errar é humano, mas não considerar as consequências sobre si mesmo e sobre outros é uma escolha e aqui não existe qualquer ingenuidade.

Empatia, escolhas, consequências e o poder nas suas mãos.

É engraçado observar uma situação por fora, criar uma opinião estruturada e forte, mas quando se está olhando essa mesma situação por dentro sentindo na própria pele, perceber se desestruturar completamente e não conseguir formar nem meia opinião.  É engraçado que o dom da empatia seja tão pouco natural para muitos.  Na verdade não tem graça alguma, tudo isso é bem triste e sem esperança.  Somos escravos de uma cegueira funcional que é passada de uns aos outros, geração para geração; cegueira essa que não nos deixa enxergar todas as inúmeras possibilidades entre os erros e acertos, as dores e prazeres, os medos e coragens, as mentiras e verdades.  Somos todos feitos de luz e trevas e o que nos significa é a nossa escolha.  O uso da palavra é positivo: "escolha".  Escolher viver, morrer, não gritar, matar primeiro, morrer antes que matem.  Sempre há escolha e fica mais fácil entender as opções quando se treina a empatia para ...

Desistir, perder, ganhar e talvez até se libertar e evoluir.

Desistir é desgastante, frustrante e em alguns casos humilhante.  A gente aprende a ter fé, esperança, unir os joelhos e mãos em oração, acreditar num bem maior, continuar e seguir, seja nesse emprego que paga as contas, seja naquele relacionamento morno.  Sempre em frente, eles disseram.  Mas a gente não aprende que desistir é mais do que uma opção válida, é uma necessidade em muitos momentos ao longo da vida.  Um passo para trás e então dois passos para frente, eles disseram.  Mas não disseram em qual direção, com qual propósito, se no mesmo propósito, nessa direção ou daquele sonho.  Desistir não é se render, não necessariamente, é dominar seus conteúdos de forma suficiente à entender que parar e reorganiza-los é obrigatório para conseguir chegar íntegro em qualquer lugar.  E por fim é importante lembrar que desistir não impede que qualquer pessoa, após desistir, retome a vontade e comece outra vez!

Liberdade total e solidão ou liberdade parcial e vida social.

A liberdade tem seus limites, um deles são os limiares com outras liberdades, como de outros seres vivos.  A liberdade te aprisiona à escolher e suportar as consequências derivadas.  Ser livre te obriga a se aproximar do desdém pela constituição social ou de uma tirania.  A liberdade te impõe regras sempre que houver outras pessoas por perto na sociedade.  Pensando assim, o que é mais fácil: seguir a liberdade do dicionário, se isolar do mundo e testar todos os seus potenciais e limites ou aceitar a liberdade que te ensinaram, essa que te condiciona, limita, mas te permite ter e manter amigos e viver em sociedade?

Colcha de retalhos, partes da vida que se costuram com o tempo.

Somos todos iguais, mas ao mesmo tempo únicos.  Não peças únicas e íntegras, mas um retalho construído com várias partes: algumas que já nascem conosco, outras que adquirimos ao longo da vida na convivência com os outros.  Algumas são definitivas e outras são temporárias; somos uma extensa colcha de retalhos em constante mutação. Nós nos emprestamos, doamos, coletamos, descartamos, crescemos, reduzimos.  Acho que dá para chamar isso de maturidade: manter apenas os retalhos necessários nessa colcha chamada vida, por entender que para sempre precisaremos nos adaptar para sobreviver, com novos retalhos.

Mudanças, medo, liberdade e sair da zona de conforto.

Porque é tão difícil mudar? É uma pergunta cabulosa e sem resposta assertiva.  Uma mistura de comodismo, cegueira funcional, medo e negatividade?  Não é certo, mas talvez.  Você passa muito tempo fazendo a mesma tarefa do mesmo jeito, obtendo os mesmos resultados e reclamando que nada muda. Então ocorre um grupo de situações que enfim te incita a mudar e um processo se inicia.  Aqui cabe a escolha, afinal a mudança não é compulsória, ela depende do quanto você quer mudar.  Por fim estão as outras pessoas e parece que é o mais difícil, esses que não compartilham do mesmo momento que o seu.  Aqui fica evidente o porquê buscar o equilíbrio é importante: a radicalidade vai sempre te deixar sozinho com o seu ego.

Ansiedade, culpa e necessidade de controlar tudo o tempo todo.

Uma pessoa ansiosa tem dois típicos comportamentos: controlar e se culpar. Controlar, agendar, programar, planejar e ter todos os itens do processo em sua ciência e controle. Isso não é de todo ruim, profissionalmente falando são excelentes líderes de equipe, principalmente as com alta e acelerada produção.  Mas em outros aspectos podem fracassar, como no namoro e casamento.  Sentir culpa por situações conflitantes, constrangedoras, conflituosas e das quais não podem mudar, seja por depender do outro ou por insolubilidade como a morte.  Essa culpa é transgressora, não respeita o limiar de tempo e aceitação: em 1990 parece tudo bem, mas em um belo dia de 2010, o mesmo ocorrido é vívido e conflitante ao ansioso. 

Falar sozinho, ouvir os pensamentos e achar uma solução.

Exercício para treinar a reflexão: falar sozinho.  Pensar, falar e ouvir são processos diferentes e agem de forma diferente no cérebro.  Isso pode ajudar a rever, repensar, recalcular, reconstruir, remontar e reestruturar os conceitos, valores e ideias que estão causando angústia.  Pode até mesmo ajudar sobre aquela decisão insolúvel.  Partindo do suposto que todas as respostas habitam dentro de si, se permitir falar e se ouvir pode te levar à um outro grau de consciência sobre os mesmos assuntos.

A nostalgia, saudades de uma época boa da vida.

Ah! Quantas saudades da época em que a única preocupação era não ser o primeiro a ser encontrado no pique-esconde!  Se divertir assistindo desenho animado e outras bobagens na televisão.  Cabular aula para rir o dia todo com os amigos até todo mundo brigar e fazer as pazes no outro dia.  Os primeiros beijos, primeiros namorados, primeiras viagens, primeiros salários, primeiras festas, primeiros porres, primeiros arrependimentos e fazer tudo de novo como se não houvesse amanhã, as primeiras loucuras.  Saudade da inconsequência, pouca responsabilidade e imaturidade.  Do medo de ser pego, porque sem risco não tinha gosto!  Eita tempo que não volta mais!  Envelhecer deixa saudades!

Preocupação, problema resolvido e ainda há muita ansiedade.

Tem um lado engraçado das pessoas com humor ansioso: passamos muitos minutos parados pensando sobre um problema que JÁ TEM SOLUÇÃO, inclusive encaminhada, ainda pensando em todas as possibilidades de erro.  Aí, do nada, ocorre um estalo: "Que coisa é essa que eu AINDA tô pensando?", seguido de uma onda de alívio pela ficha caída.  É rir para não chorar!  Quem sofre com a ansiedade vai entender bem esse problema...  Total perda de tempo com sofrimento desnecessário, mas incontrolável.  Ansiosos, façam terapia e economizem esses minutos!

O poder, a força e o alimento da esperança que a fé promove.

Tudo o que se pode estudar sobre magia e questões esotéricas levam a crer que há um princípio universal para a condução e transmutação das energias: A fé.  Ainda mais depois do contato com a psicologia, estudo do comportamento e ciências sociais, nos deparamos com um pouquinho que seja sobre as questões inexplicáveis da mente.  Ela sempre está lá: a fé.  Pensando assim dá para entender que a maior das simpatias ou mandingas é acreditar com vigor e esperança.  A fé parece o princípio ao oculto e desconhecido: trata-se de crer para ver e não ver para crer.