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Mostrando postagens de agosto, 2021


Depois do erro, lidar com o caos, aceitar a lição e seguir a vida.

Um sentimento de pânico preenche a vida quando as coisas dão completamente errado, tudo o que havia sido planejado está desmoronando e sentimos que não há escapatória.  Como se o sentido da vida que até então nos movia adiante, se perdesse quase completamente.  Passamos boa parte da vida trabalhando e construindo coisas, entrelaçando a vida com outras pessoas em relacionamentos proveitosos ou não, perdendo tempo com momentos desnecessários, mas também ganhando tempo com tantos outros momentos necessários.  Uma eterna dança onde a busca pelo equilíbrio é a música.  O bicho pega quando essa dança deixa de ser produtiva e começa a gastar toda e qualquer energia que ainda resta e tudo isso apenas para sobreviver.  O que fazer? Vem na cabeça algumas situações, como a falta de dinheiro.  Nossa! Como isso pode desestruturar completamente uma pessoa, principalmente se ela é orgulhosa e tem dificuldade de pedir ajuda aos outros.  ...

Respeitar as diferenças, aprendizado importante desde a infância.

Diversidade sexual, feminismo, empoderamento social, étnico...  Tanta nomenclatura surgindo, mas exigindo em similaridade o respeito às diferenças.  Não há outro caminho exceto o poder do conhecimento, mas em que momento entregar esse conhecimento ao humano ainda é uma dúvida.  A sugestão é que seja no início da vida, tão breve quanto a pedagogia sugerir, na expectativa de que esse conhecimento se transforme ao longo da vida em respeito às diferenças que são muitas desde o princípio.  Parece necessário uma revolução social onde haja mais inclusão e sensação de pertencimento.

A religação, o respeito as religiões e aos não religiosos.

Saber separar religiosidade de religião parece importante, deveria ter até uma palavra diferente se é que há e não faz parte do nosso vocabulário.  Ninguém é obrigado a ir ao seu "paraíso" e nem está condenado ao seu "inferno"... Muito menos é obrigado a temer a sua "pomba gira" ou "exu".  Entender, compreender, respeitar são palavras que justificam, mas a obrigação em aceitar, participar e temer o mesmo que a sua religião prega, não faz sentido. Nem tudo é carma, vai ver você só tá pisando na bola mesmo e recebendo as consequências negativas das suas próprias atitudes também negativas.  Se ninguém te pediu ajuda e oração, então deixe o "encosto" bem encostado onde ele está, faz favor.  É cansativo demais respeitar tudo isso e não ter respeito em troca, receber pessoas querendo te salvar de um perigo iminente e te obrigando a compactuar com tudo aquilo que você não concorda, com base no medo e ameaça.  Cada u...

Envelhecer, criticar a juventude e achar que o passado era melhor.

Triste se dar conta que você não muda a sociedade.  A idade vai chegando e o idealismo se despede.  Para se adaptar o silêncio se faz necessário.  Você não pode questionar, se for parecer preconceituoso.  Não pode opinar, se quiser ser aceito.  Não pode pontuar tradições (significado de família, bom senso e fé), a história (militância, conquistas e pertencimento), verdades comuns e inescapáveis (como o frio, a morte e o amor), pois se torna tradicionalista, antiquado e fechado. Não pode concordar e entender o cotidiano social como a nudez no carnaval e na praia, pois é tido como um conservador hipócrita ao criticar o baile funk.  Questionar um militante então! Cruzes! É o fim!  Tente perguntar às feministas que aceitam que os homens lhe paguem a conta, qual o sentido.  Elis/Belchior tinham razão: "ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais".  Mas não desista da autenticidade! Mesmo que nada mude, mude à você mesmo.

O pai, a falta dele, a presença dele e a sua diferença na vida.

O dia dos pais passou e trouxe um pensamento sobre aqueles que cresceram sem a figura paterna em suas vidas.  Será que o modelo familiar desfalcado em sua figura paterna traz algum problema à construção como individuo, seja consigo mesmo ou com a sociedade? Conversando com alguns amigos que são professores de ensino fundamental, eu soube que não se comemora dia dos pais em muitas escolas por conta de um pensamento exclusivo que pode ocorrer contra a criança que não tem um pai.  Fiquei pensando se isso é mesmo adequado; adiar na vida da criança a verdade sobre a ausência do seu pai e de que os outros tem pai. Mas voltando ao pensamento sobre a construção do individuo acredito que a resposta é "Sim", a ausência de um bom pai fará diferença na construção do individuo.  Procurando exemplos práticos esbarramos nas estatísticas que envolvem dinheiro: pai e mãe juntos tem mais dinheiro do que sozinhos, o que já sugere uma vida mais confortável ao filh...